Como se monta uma rota de cobrança que cabe mesmo em um dia
Uma rota não se perde por preguiça. Perde-se por ordem: por atravessar a cidade duas vezes, por chegar à feira quando o comerciante já fechou, e por chegar em casa para somar num caderno o que devia ter ficado anotado na porta do cliente.
Aqui você não vai achar teoria de roteirização. Vai achar as quatro decisões com que um cobrador monta a jornada: quantas visitas cabem, quanto deveria entrar, o que fazer com quem não está e como fechar o caixa na volta.
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Quantas visitas cabem em uma jornada
O teto de uma rota não é o cobrador que põe: é a distância entre as portas. Uma visita custa duas coisas: o trato com o cliente (cumprimentar, receber, entregar o recibo) e o caminho até a casa seguinte. Cronometre as duas durante uma semana e você terá o seu número, que não precisa parecer com o de ninguém. Os minutos da tabela são de amostra: servem para ensinar a conta, não para você copiar. Troque pelos seus e o resultado muda com você.
| Tipo de região | Atendimento | Caminho | Total | Visitas por dia |
|---|---|---|---|---|
| Região compacta (feira, mercado, mesma quadra) | 5 min | 2 min | 7 min | 77 |
| Bairro residencial com casas separadas | 4 min | 6 min | 10 min | 54 |
| Região espalhada ou rural, de moto | 4 min | 12 min | 16 min | 33 |
Esse último número é o teto teórico e nunca se cumpre, porque da rota é preciso descontar as revisitas. Siga a conta com o exemplo: se um em cada cinco clientes não está e voltar nele custa 6 minutos, uma rota de 45 visitas leva 9 revisitas, ou seja, mais 54 minutos. Por isso a rota se planeja sempre abaixo do teto: com estes tempos de amostra, uns 40 a 45 clientes em vez dos 54 que saíam na tabela. A diferença entre os dois números é exatamente a hora em que você chega em casa.
A planilha de uma rota de 45 clientes
É assim uma rota de exemplo montada por região e não por ordem alfabética. Cada região tem a sua janela de horário, e a ordem quem manda é o relógio antes do mapa: primeiro a feira, onde o comerciante tem dinheiro cedo; no fim o bairro que só faz caixa depois do almoço.
| Região | Clientes | Janela | Minutos | Esperado |
|---|---|---|---|---|
| Feira livre | 14 | 7h00 – 8h40 | 100 | R$ 620,00 |
| Bairro Centro | 12 | 8h50 – 10h50 | 120 | R$ 500,00 |
| Estrada do Contorno | 11 | 11h00 – 13h00 | 120 | R$ 410,00 |
| Vila Nova | 8 | 14h00 – 15h40 | 100 | R$ 270,00 |
| Total | 45 | 7h00 – 15h40 | 440 | R$ 1.800,00 |
Os 440 minutos são só visitas. Entre uma região e outra há deslocamento e no meio há almoço: por isso o dia começa às 7h00 e fecha às 15h40. E os R$ 1.800,00 não são o que você vai recolher, são o que deveria entrar se todos pagarem. Se no fechamento deste dia de exemplo entraram R$ 1.520,00 dos R$ 1.800,00 esperados, a efetividade de recebimento foi de 84%. Anote esse percentual todo dia e em um mês você terá algo que nenhum palpite dá: quais regiões rendem e quais não. Cuidado para não ler errado: é o percentual do dinheiro, não o das visitas. Dá para cobrar de quase todo mundo e ficar curto porque faltou o cliente da parcela maior, então vale anotar as duas coisas separadas.
Quem não está: o buraco que afunda a rota
O cliente ausente custa mais do que a parcela que ele não pagou, porque quebra a ordem do percurso. A tentação é voltar na hora; a disciplina é não voltar. Estas quatro regras são o que separa uma rota que se termina de uma que desmonta no meio da manhã.
Anote a visita mesmo sem dinheiro
Visita sem pagamento, com o motivo. Se você deixar o campo vazio, à noite não vai conseguir distinguir quem não pagou de quem não foi visitado. E essa dúvida vira inadimplência.
A revisita, ao fechar a região
Nunca volte na hora. Siga até terminar a região e volte nos ausentes antes de sair dela. Atravessar a cidade para pegar uma parcela só quase nunca compensa o caminho.
A promessa tem data e hora
«Amanhã eu pago» não é dado. «Amanhã às 18h» é, porque muda a ordem da sua rota de quarta. Registre a hora prometida, não a promessa.
Duas ausências seguidas mudam o tratamento
Quando o mesmo cliente falha duas vezes seguidas, deixa de ser problema de rota e passa a ser gestão de inadimplência, com ligação e acordo antes de voltar a passar. Continuar batendo na mesma porta no mesmo horário só gasta gasolina.
Esse histórico de visitas é o que depois permite discutir com dados. Se você precisa do roteiro para a conversa difícil, está no guia de como cobrar clientes inadimplentes, e a teoria completa de regiões e horários está em como organizar rotas de cobrança.
Dividir a rua entre vários cobradores
A regra é uma só: dividem-se regiões inteiras, nunca clientes soltos. No momento em que dois cobradores têm clientes na mesma quadra, os dois gastam o mesmo caminho e nenhum dos dois é responsável por aquela região.
Cada colaborador entra com o próprio usuário e trabalha os clientes das regiões que você atribuiu, não a carteira inteira do negócio. Você é que vê o consolidado: quanto cada um já recebeu e o que falta visitar.
Quando alguém falta, transfere-se a região inteira para outro cobrador naquele dia. Mover cliente por cliente sempre termina com dois ou três esquecidos, e são exatamente esses que entram em atraso.
Com vários cobradores o fechamento deixa de ser uma soma e passa a ser uma comparação: o esperado de cada região contra o que cada um entregou. Quando uma região cai abaixo da própria média duas semanas seguidas, antes de culpar o cobrador vale olhar o horário: muitas vezes se está visitando quando as pessoas ainda não fizeram caixa.
O que o app ainda não faz: não rastreia o trajeto do cobrador num mapa. A supervisão por localização está em desenvolvimento. O que fica hoje é o registro de cada pagamento com data e hora, que é o que permite ver se uma região está sendo cobrada às 7 da manhã ou às 4 da tarde.
Se você está montando a equipe do zero, o aplicativo para cobradores explica como se registra um pagamento na porta do cliente e como se imprime o recibo.
Fechar o caixa: três números e nesta ordem
O fechamento não é somar notas. É comparar três números que têm que contar a mesma história. Quando dois não batem, a diferença diz exatamente onde está o problema, e não é o mesmo problema em cada caso.
-
Esperado
R$ 1.800,00
A soma das parcelas que venciam hoje, incluindo o que os inadimplentes arrastam. Sabe-se antes de sair de casa, não depois.
Terça · 45 clientes
-
Recebido
R$ 1.520,00
A soma dos pagamentos que você registrou na rua. Contra o esperado dá a sua efetividade do dia. Se cai, o problema está na rota ou no horário.
Efetividade de 84%
-
Entregue
R$ 1.520,00
O dinheiro que chega ao escritório. Contra o recebido não deveria haver diferença. Se houver, é problema de caixa, não de cobrança.
Igual ao recebido
O acerto só se sustenta se o pagamento for registrado na porta do cliente e não de memória no fim do dia. É todo o truque. Para ver como fica o capital na rua depois de fechado o dia, veja o controle de empréstimos diários; e se você administra várias rotas do escritório, a plataforma de cobrança reúne o consolidado de todas num mesmo painel, também pelo computador.
Passar a sua rota da caderneta para o app
Não precisa migrar a carteira inteira de uma vez. Comece por uma região: cadastre os clientes dela com endereço e ponto de referência, crie a rota e cobre uma semana com o app e a caderneta ao mesmo tempo. No fim da semana você terá os dois acertos lado a lado e poderá decidir com os seus próprios números, não com os de um folheto.
O plano gratuito permite até 20 clientes e 2 empréstimos por cliente, o suficiente para testar uma região inteira sem pagar nada. Quando quiser subir o resto da carteira ou somar cobradores, os detalhes estão em planos e preços.
A rota funciona sem sinal, então a região sem cobertura deixa de ser desculpa para anotar num papel. E o recibo sai na hora numa impressora Bluetooth de 58 ou 80 mm, então o cliente fica com o comprovante na porta e você com o pagamento já registrado.
Se preferir ver primeiro como se comporta o dia completo de um cobrador de rua, comece por o que é empréstimo diário e como funciona.
Perguntas frequentes sobre a rota de cobrança
O que pergunta quem tem que sair amanhã para cobrar e quer saber como se organiza o dia.
A CobrApp funciona para rotas de cobrança com GPS?
Quantos clientes cabem de verdade em uma rota de um dia?
A CobrApp monta a rota sozinha ou eu que ordeno?
O que faço com o cliente que não estava quando passei?
Posso dividir uma mesma carteira entre vários cobradores?
A rota funciona se não pega sinal na região?
Como fecho o caixa ao terminar a rota?
R$ 3.470,00 Bate
O que uma rota de 37 visitas com 4 cobradores recolhe em um dia, com a carteira batendo no fechamento.
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A CobrApp não concede crédito nem empresta dinheiro. É uma plataforma tecnológica de gestão de cobrança e controle de carteira para empréstimos concedidos por terceiros.